sou a gota
doce gota
na tua boca
seca boca
boca de mar
O que eu gostaria de fazer é um livro sobre nada. Mas o nada de meu livro é nada mesmo. É coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo, etc, etc. O que eu queria era fazer brinquedos com as palavras. Fazer coisas desúteis. O nada mesmo. Tudo que use o abandono por dentro e por fora.
Você é capaz de reverter a situação quando percebe que o mesmo motivo que te derrubou pode ser a razão para continuar.
Quando você é criança, cai, rala o joelho e chora como se fosse a pior dor do mundo. Depois você cresce, então vem a vida e te obriga a aprender que ralar o joelho não dói nada, e que os machucados que mais doem, ficam no coração.